tudo começou aqui

Muitas sardinhas, alergia a gatos, lavanda pela casa toda e uma coleção de coringas de baralho. Sempre sonho que a Gestapo está vindo me prender, tenho medo de avião e de multidões, é difícil me tirar de casa, gosto de viajar sozinha, não leio jornais porque não sei lidar com notícias feias. Bebo chá o dia todo, acho maluco existir, gosto de desenhar janelas e nuvens, já tive banda punk, guardo palitos queimados de volta na caixinha e sou doidinha por mapas e dicionários. Coleciono tempestades, vulcões e histórias de amor.

Desde pequena, eu guardava minhas bagunças em cadernos e mais cadernos. Fazia de cada dor e sorriso um poema. Comecei a estudar violão aos 10 anos e, em bandas de rock, comecei a jogar meu mundo em canções. Aos 19, deixei os gritos nas garagens de Curitiba para cantar baixinho lá na França. Foi na melancolia que carrega cada rua de Paris, que eu encontrei suavidade e leveza para cantar minhas ausências.

Meu primeiro disco, Tudo Começou Aqui, produzido por Rodrigo Lemos (A Banda Mais Bonita da Cidade e Lemoskine), é um delicado tratado sobre solidão e partidas. Um jeito de sublimar qualquer tristeza e bagunçar o coração de quem ouvir.